quinta-feira, 3 de abril de 2014

Resenha | Ensaio sobre a Cegueira - José Saramago



Autora: José Saramago
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 312
Avaliação:
      

Feche os olhos, concentre-se apenas em sua respiração e perceberas o que significa perder um dos sentidos mais importantes da vida. Começa com um motorista parado no trânsito e rapidamente a epidemia se espalha "A treva branca", "Vejo tudo branco" são os diálogos de cada personagem a ser infectado pela cegueira iluminada.
Brilhante, essa é palavra que melhor define o autor|criador José Saramago por sua belíssima obra. Um livro de reflexão, a medida que a história avança diversos assuntos são questionados. "Que falta me faria os olhos" este será um pensamento quase constante ao ler este livro.
Um mundo cego, todos de modo geral desesperados, vivendo em condições humilhantes, deploráveis e insuportáveis após serem obrigados a se isolarem em um manicômio pelo governo que não sabe o que fazer para acabar com caos. Logo todos ficaram cegos, porém a população reluta a acreditar que os seus dias também estão contados. Agora, todos se movem por um único laço, um único sentimento: A esperança por dias melhores, condições básicas de sobrevivência para qualquer ser mortal, alimentação, higiene, dignidade, liberdade e autonomia para serem quem são. 
A mulher do médico, vê e não é contagiada pela cegueira. Imagino que essa seja uma forma direta de incluir o leitor ao mundo cego de José Saramago. Como se existisse uma mensagem subliminar escondida: Você vê o que ela vê então reflita como seria este mundo sem esperança, sem condições, como animais guiados por seu instinto de sobrevivência a vagar sem direção por não enxergarem, O que você faria nesta situação?(Bom, está é apenas a minha opinião).
Enfim terminarei está resenha de forma diferente desta vez, com um breve trecho do livro que por si só diz muito para todos nós:

"Se voltar a ter olhos, olharei verdadeiramente os olhos dos outros, como se estivesse a ver-lhe a alma(...) ou o espírito o nome pouco importa(...) Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos." (pág 262 - José Saramago)

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