terça-feira, 22 de maio de 2018

Citações do livro "As Crônicas de Bane" (54)



" Às vezes, era inconveniente ter olhos verde-dourados e pupilas fenda como de um gato, mas um simples feitiço de disfarce era capaz de esconder isso e, na pior das hipóteses, bem, havia muitas moças - e rapazes - que não se importavam." - Pág. 14

" Não me caso de viver aventuras - comentou Magnus. - E as aventuras não se cansam de mim." - Pág. 16


" Catarina e Ragnor eram feiticeiros. Para eles, assim como para Magnus, o tempo era como a chuva, brilhava enquanto caía, mudava o mundo, mas também podia ser ignorado.
  Até que você amasse um mortal. Então o tempo se tornava ouro nas mãos de um avarento, e cada ano passava a importar, infinitamente preciso, escorrendo pelos dedos." - Pág. 31


" Magnus tinha aprendido a ser cuidadoso em relação a entregar sua história com seu coração. Quando as pessoas morriam, parecia que todos os pedaços que você entregou para ela iam junto. Demorava muito para se reconstruir e ser novamente inteiro, e jamais conseguia voltar a ser o mesmo.
Foi uma lição longa e dolorosa." - Pág. 31


" - Você está muito enganado, sabia? Sou a pessoa mais permanente que jamais conhecerá - disse Magnus, com a voz falha de tanto rir e os olhos ardendo um pouco por causa das lágrimas. - A questão é que nunca faz diferença.
  Foi a maior verdade que já disse a Imasu, e nunca revelou outras verdades além daquela." - Pág. 33


" Feiticeiros viviam eternamente, o que significava que testemunhavam um terrível e infinito ciclo do nascimento, da vida e da morte. Isso também os tornava testemunhas de, literalmente, milhões de relacionamentos fracassados." - Pág. 33


" Era difícil não reconhecer Magnus. Homens altos, de pele dourada e olhos de gato eram raros." - Pág. 58


" Axel se ajoelhou diante de Magnus.
- Você jamais será esquecido por isso - afirmou o jovem, em voz baixa. - A França vai se lembrar. A Suécia vai se lembrar.
- Não ligo para as lembranças da França ou da Suécia. Ligo para as suas.
Magnus ficou verdadeiramente assombrado quando Axel puxou-o e beijou-o." - Pág. 78


" - Tenho pouquíssimas regras na vida, mas uma delas é jamais recusar uma aventura. As outras são: evitar me envolver romanticamente com criaturas marinhas; sempre pedir o que quero, pois a pior coisa que pode acontecer é um constrangimento, e a melhor delas, a nudez; exigir o pagamento de cara; e nunca jogar cartas com Catarina Loss." - Pág. 95


" Edmund, decidiu Magnus, lembrava-o, acima de tudo, de um barco - um abjeto lindo e brilhante, movido pela correnteza e pelos ventos. Só o tempo diria se ele encontraria uma âncora ou um porto, ou se toda aquela beleza e charme seriam reduzidos a destroços." - Pág. 100


" O próprio Magnus era vivo havia centenas de anos, e, no entanto, as coisas mais simples podiam transformar um dia em joia e uma sucessão de dias em uma corrente brilhante que não tinha fim. Eis uma coisa simples uma garota bonita gostava dele, e o dia clareou." - Pág. 106


" - Eu era muito tolo - respondeu, quase violentamente. - Pensava no amor como um jogo. Não é um jogo. É mais sério do que a morte. Não ter Linette seria o mesmo que morrer. (Edmund Herondale)" - Pág. 111


" No entanto, o amor não era algo a ser descartado com facilidade. acontecia tão raramente; apenas algumas vezes em uma vida mortal. às vezes, só surgia uma vez. Magnus não podia dizer que Edmund Herondale estivesse errado em agarrá-lo, uma vez que o encontrou." - Pág. 112


" Cem anos serão de devoção
Aos seus olhos e ao seu olhar;
Duzentos para adorar cada seio,
Mas trinta mil para todo o resto;
Ao menos, uma era para cada parte,
E a última deverá mostra seu coração.
(poema de Magnus para Camille)" - Pág. 118


" Anos depois, Magnus voltaria a Londres, para perto de Camille Belcourt, e descobriria que não seria como sonhou. Anos depois, outro jovem Herondale, de olhos muito azuis, bateria à sua porta, tremendo devido ao frio da chuva e à própria tristeza, e , dessa vez, Magnus poderia ajudar.
 Mas naquele momento, o feiticeiro não sabia de nada disso. Simplesmente ficou parado no convés do navio e viu Londres e suas luzes desaparecerem aos poucos." - Pág. 120


" Magnus não esperava ver ou ouvir falar em Will Henrodale nesta viagem, mas, se tivesse pensado no assunto, não teria se surpreendido em estar praticamente esquecido, um mero figurante na tragédia de um garoto. Ser lembrando, e com tanta gentileza, emocionou-o mais do que ele imaginava ser possível." - Pág. 128


" - Confiança. É como pôr uma lâmina na mão de alguém e colocar a ponta contra o próprio coração." - Pág. 129


" Aqueles meninos haviam sido tão diferentes, mas, algumas vezes, pareciam um só. Isso era tão verdade que agora parecia estranho para Magnus ver Will mudado, como acontecia com os humanos, quanto Jem fora excluído disso. Era estranho vê-los seguindo rumos que o outro não podia acompanhar. Supôs que para eles mesmos fosse ainda mais estranho." - Pág. 140


" Magnus já tinha amado muitas vezes, mas não se lembrava de sentir  a paz que irradiava dos três pela simples presença de todos. Às vezes, desejava a paz, como um homem vagando por séculos no deserto  faria com a água, sem nunca tê-la visto, mas convivendo com vontade.
  Tessa, Will e seu Jem perdido estavam juntos em um nó firme. Magnus soube que, por um instante, nada além dos três existiu no mundo." - Pág. 141


" Não há nada de chato em se importar ou em ter um coração aberto e amoroso, disse Jem." - Pág. 143


" - É difícil?
- O que é difícil?
- Dividir o coração de seu marido com outra pessoa - explicou.
- Se fosse de outra forma, não seria o coração de Will - respondeu Tessa. - Ele sabe que também divide o meu com Jem. Eu não aceitaria que fosse diferente, e ele também não." - Pág. 144


" Este não é como os outros - falou. - Digo, ele gosta muito de meninas, e de meninos também, ouvir dizer, mas não sente atração por Caçadores de Sombras. E não é mortal. Está vivo há muito tempo. Não se pode esperar que tenha...reações normais." (Sobre Magnus) - Pág. 149


" Magnus passou anos imaginando que houvesse fogo por trás do gelo de Camille, que esperança, sonhos e amor o aguardavam. Mas o que ele amou em Camille não passou de uma ilusão. Magnus agiu como uma criança, procurando formas e histórias nas nuvens." - Pág. 149


" Um Caçador de Sombras é um guerreiro. Um Caçador de Sombras nasce a fim ser treinado para agir como a mão de Deus na Terra, para livrá-la de todo o mal. É isso que dizem as nossas lendas." - Pág. 152


" - Todo mundo deve ter um ou dois hobbies - respondeu Magnus. - O meu, por acaso, imclui comércio ilegal, bebidas e orgias. Tem coisa pior." - Pág. 178

" Procure fadas para ouvir fofocas sobre vampiros, procure lobisomens para fofocas sobre fadas, e não fofoque sobre lobisomens, pois eles tentam arrancar seu rosto a dentadas: esse era o lema de Magnus." - Pág. 203


" O amor não superava tudo. O amor nem sempre durava. Tudo que você tinha podia ser arrancado, o amor poderia ser tudo que lhe restava, e, em seguida, também poderia ser arrancado." - Pág. 212


" Você pagava um preço pela imortalidade, e as pessoas que você amava também, muitas e muitas vezes, sempre. Houve um pequeno grupo de pessoas importantes que ficou com Magnus até que a morte os separasse, mas fosse por morte ou por um novo caminho que pudessem seguir, todos acabavam deixando-o." - Pág. 214


" Magnus se lembrou do dia em que percebeu que não estava mais envelhecendo, ao olharem em um espelho que parecia mais frio do que todos os espelhos que já tinha visto, como se visse o próprio reflexo em uma lasca de gelo. Como se o espelho fosse o responsável por ter mantido sua imagem tão congelada e distante." - Pág. 215


" Magnus frequentemente pensava em adquirir um bicho de estimação, mas jamais cogitou ter um vampiro adolescente rabugento. Se Raphael fosse embora, pensou, arrumaria um gato. E sempre faria uma festa de aniversário para o bichinho." - Pág. 216


" - Não - murmurrou Magnus. - Não, não salvei. Você o conhece melhor do que ninguém jamais conhecerá. Você o fez, ensinou-o a ser como é, e o conhece profundamente.  Você sabe o quanto Rafael é forte. Sabe o quanto ele a ama. Se eu lhe dei alguma coisa, dê-me sua fé agora. Ensine
uma coisa a todos os seus filhos. Eu jamais lhe disse uma verdade mais verdadeira do que esta. Acredite nisso, se não acreditar em mais nada. Rafael salvou a si mesmo." (Magnus e Mãe de Rafael Santiago) - Pág. 231


" Magnus tinha muitos ex-companheiros. Espalhavam-se pela história. A maioria era apenas uma lembrança, havia muito morta. Outros agora eram muito velhos. Etta, um de seus últimos amores, estava em um asilo e não o reconhecia mais. Tornou-se doloroso visitá-la." - Pág. 248


" Quando se perde alguém para o vício - e Magnus já perdera muitos -, perdoa-se algo muito preciso. Você os via sucumbir. Esperava até chegarem ao fundo do poço. Era uma espera terrível. Ele não queria nada com isso. O que acontecia agora não era problema dele. Não tinha dúvida alguma de que Lincoln e os lobisomens cuidariam do assunto, e quanto menos soubesse, melhor." - Pág. 255


“ No fim, nada é pior do que testemunhar a queda de quem se ama. Por alguma razão, era pior do que perder um amor. Fazia tudo parecer questionável. Tornava o passado amargo e confuso.” – Pág. 263
“ - Para nós nunca acabou de fato, não é? – perguntou. – Nunca tive outro...não como você. Pode dizer o mesmo, Magnus?
- Camille...
- Sei que não podemos voltar. Eu sei. Só me diga que não houve ninguém como eu.
Na verdade, houve muitos. E, se por um lado Camille estava em um nível só dela, por outro, houve muito amor – pelo menos, por parte de Magnus. No entanto, havia cem anos de dor naquela pergunta, e o feiticeiro ficou imaginando se talvez ele não tivesse sido tão sozinho em seu sentimento.
- Não – respondeu. – Nunca houve ninguém como você.” (Magnus para Camille) – Pág. 264


“ A questão era que Magnus tinha um desejo irracional de que Alec se sentisse em casa no apartamento, como se isso significasse alguma coisa, como se isso desse a Magnus algum direito sobre o rapaz, ou indicasse que Alec queria ceder tais direitos. Magnus supunha que fosse isso. Queria muito que Alec ficasse ali, e se entusiasmava com sua presença.” – Pág. 274


“ Era verdade. A noite em que Magnus conheceu Alec foi uma noite em que ele apenas queria dar uma festa, se divertir, desempenhar o papel de feiticeiro alegre, até, de fato, se sentir alegre. Lembrou-se de como, no passado, em determinadas épocas, sentia um desejo inquieto de ter um amor, e começava a procurar possibilidades em estranhos bonitos.” – Pág. 281


“ Não fez o menor sentido o fato de que seus olhos fossem atraídos incessantemente por Alec. Alec estava no fundo do grupo, não fez qualquer esforço para chamar atenção. Tinha tons belíssimos, a rara combinação de cabelos negros e olhos azuis que sempre foi a preferida de Magnus, e o feiticeiro concluiu que foi por isso que olhou em primeiro lugar para ele. Era estranho ver a combinação de cores que tanto se destacava em Will e sua irmã, muito tempo antes, tão longe, e em alguém com um sobrenome completamente diferente...” ( Magnus sobre Alec Lightwood ) – Pág. 282


“  A essa altura, Magnus já conhecia Alec bem o suficiente para saber o que ele estava sentindo, os impulsos conflitantes que guerreavam no rapaz. Ele era cismado, o tipo de pessoa que achava que todos à sua volta eram mais importantes do que ele, que acreditava estar decepcionando a todos. E era honesto, o tipo de pessoa naturalmente aberta ao que sentia e ao que queria. As virtudes de Alec montaram uma armadilha para ele: essas duas qualidades colidiram dolorosamente. Achava que não podia ser honesto sem decepcionar a todos que amava. Era um conflito terrível para ele. Era como se o mundo tivesse sido feito para deixá-lo infeliz.” – Pág. 288



“ Magnus conheceu muitos homens e  mulheres ao longo dos anos que tinham medo de quem eram e do que queriam. Amou muitos deles e sofreu por todos. Ele adorou as vezes em que, no mundo, mudando, as pessoas tiveram um pouco menos de medo. Adorava esse momento do mundo, quando podia se esticar e pegar a mão de Alec em um local público.” – Pág. 288



“  Magnus não era muito bom com segredos e dera uma piscadela para Alec na noite que o conheceu, quando o rapaz não era nada além de um menino incrivelmente lindo que o olhara com um interesse  tímido. Porém tudo era mais complicado agora, quando sabia que Alec poderia sair magoado, quando Magnus sabia o quanto se importaria se Alec se magoasse.” – Pág. 292


“ Ele sabia que Isabelle Lightwood era linda, e lhe parecia forte e engraçada – sabia que ela era alguém com quem ele não se importaria de tomar um drinque nem de convidar para uma festa. Ele não sabia que havia camadas de lealdade e amor nela.” – ( Magnus sobre Izzy) – Pág. 292


“ Magnus não planejava falar sobre por que preferia Alec. O coração tem seus próprios motivos, e quase nunca eram racionais. Seria como perguntar por que Clary não criou um triângulo hilário se interessando por Alec, considerando que ele era – na opinião obviamente parcial de Magnus – extremamente bonito e sempre ficou sorumbático perto dela, coisa que algumas garotas curtem. As pessoas gostam de quem elas gostam.” – Pág. 293


“ O tempo era algo que se movia em ciclos para o feiticeiro, dissipando-se como a bruma ou se arrastando como correntes, mas quando Alec estava aqui, o tempo de Magnus parecia encontrar um ritmo fácil como o dele, como dois corações que sincronizavam as batidas. Sentia-se ancorado por Alec e ficava inquieto e revoltado quando o outro não estava presente, pois sabia o quanto seria diferente quando Alec estivesse aqui, como o mundo tumultuoso iria se aquietar com a voz do rapaz.” – Pág. 296


“ Magnus se deitou no sofá e admitiu para si. Sabia por que estava agindo como um louco e chateando os amigos por causa de um presente de aniversário. Sabia por que, em um dia normal e desagradável de trabalho, todos os seus pensamentos foram pontuados por Alec, por um desejo insistente de vê-lo. Isso era amor, novo, alegre e assustador.” – Pág. 297


" Então Alec o beijou, e os beijos de Alec eram desinibidos e extremamente sinceros, todo o corpo esguio de guerreiro concentrado no que ele queria, e todo o coração concentrado naquilo também. Por um longo instante selvagem e eufórico, Magnus acreditou que Alec não quisesse nada mais que sua companhia, e que não se separariam. Pelo menos, não por muito, muito tempo.
- Feliz aniversário, Alexander -  murmurou Magnus.
- Obrigada por lembrar - sussurrou Alec." - Pág. 300


" Mundanos morriam com tanta facilidade. Independentemente de quantas vezes já tivesse visto acontecer, nunca ficava mais fácil. Ele estava vivo havia séculos, e continuava esperando que a morte se tornasse mais fácil." - Pág. 307

" - Estou lutando por um mundo melhor para mim e para meu filho - disse a mulher chamada Maryse.
- Não tenho o menor interesse no mundo que você quer - respondeu Magnus. - Ou no seu pestinha, sem dúvida repulsivo, devo dizer." ( Magnus para  Maryse Lightwood) - Pág. 320


" Magnus torceu desesperadamente para que não morresse ali, naquele armazém frio, longe de todos que amava. Tentou se levantar, mas o chão estava escorregadio por causa do próprio sangue, e a energia que restava para magia não era suficiente para se curar, nem para  lutar, quanto mais para fazer os dois." - ( Magnus contra Valentim) -  Pág.326


" Magnus não se surpreendeu. Já tinha visto muitos monstros capazes de amar, mas apenas alguns que conseguiam permitir que o amor os transformasse, que conseguiram transformar o amor por um em gentileza para muitos." - Pág. 328 


" Outros feiticeiros amaram e perderam, mas poucos eram tão fiéis quanto Tessa. Décadas se passaram, e ela não tinha permitido que ninguém sequer chegasse perto de ganhar seu coração." - Pág. 333


" - Eu nasci Tessa Gray. Mas você deve escolher  qualquer nome que lhe pareça correto. Sempre falei que as palavras têm muito poder, e isso também vale para nomes. Um nome que você escolhe para si pode contar a história do seu  destino e quem pretende se tornar.
- Pode me chamar de Fray. Vou juntar a inicial dos Fairchild, minha família perdida, com o nome dos Gray. Porque você é...amiga da família  - disse Jocelyn, falando com uma súbita firmeza." - Pág. 339


" Tessa sorriu para Jocelyn, parecendo surpresa, porém satisfeita, e Jocelyn sorriu para a filha. Magnus viu a determinação em seu rosto. Valentim quis destruir o mundo como Magnus conhecia. Mas, em vez disso, essa mulher ajudou a destruir Valentim, e nesse momento olhava para  a filha como se ela fosse construir um outro mundo, alegre e novo, só para Clary, de modo que ela jamais fosse tocada pelas sombras do passado. Magnus sabia o que era querer esquecer como Jocelyn queria, conhecia o impulso passional de proteger que vinha junto com o amor." - Pág. 340


" Magnus sempre se considerou alguém que envolvia as pessoas com palavras, e dava uma rasteira ou as enganava, quando necessário. Era incrível como Alec simplesmente passou por cima de tudo isso. Mais  incrível ainda era o fato de que ele nem parecia se esforçar muito." - Pág. 346


" - Era uma metáfora. Ele é um Caçador de  Sombras, é um Lightwood e gosta de homens louros. É um risco sair com ele. Preciso de uma estratégia de fuga. Se o encontro for um desastre completo, vou mandar uma mensagem de texto, dizendo "Esquilo Azul, aqui é Raposa Caliente. Missão abortada com grande prejuízo''. Aí você me liga avisando que aconteceu uma emergência terrível e que precisa da minha ajuda especializada de feiticeiro." - Pág. 347


" Se Jace era ouro, atraindo luz e atenção, Alec era prata: tão acostumado com todos olhando para Jace que era para ele que também olhava; tão acostumado a viver na sombra de Jace que não esperava ser notado. Talvez bastante ser o primeiro a dizer a Alec que ele merecia ser notado antes de qualquer outro no recinto, e também por mais tempo. 
E prata, apesar de poucos saberem, é um metal mais raro do que o ouro." - Pág. 349 


" Sentiu uma explosão de satisfação no peito; parecia um pequeno estouro, agradável e espantoso ao mesmo tempo. Ele gostava que Alexander falasse as coisas que os outros pensavam, mas nunca diziam. Gostava que Alec o chamasse de Magnus, e não de " feiticeiro". E gostava dos ombros de Alec se movendo debaixo da jaqueta (às vezes, ele era superficial). " - pág. 362


" Os Caçadores de Sombras, inclusive Alec, podiam acreditar que Magnus fosse um monstro, mas ele próprio não acreditava. Ensinara a si mesmo a não acreditar nisso, embora sua mãe, o homem que chamou de pai e milhares de outras pessoas já tivessem lhe dito que era verdade." - Pág. 362


" Alec pareceu imediatamente preocupado, como se achasse que Magnus fosse retirar tudo o que disse, e falar que, na verdade, tinha mudado de ideia. Ele era lindo, esperançoso e hesitante, um arrasador de corações que fazia questão de demostrar seus sentimentos. Magnus se viu querendo mostrar as cartas, arriscar e ser vulnerável. Reconheceu e aceitou essa nova e estranha sensação: de que preferia se ferir a machucar Alec." - Pág. 373


" Já tinha aprendido tantas vezes que esperança era tolice, mas não conseguia evitar, imprudente como uma criança perto de uma fogueira, se recusando a aprender  com a experiência. Talvez agora fosse diferente - talvez esse amor fosse diferente. Parecia diferente; certamente isso tinha que significar alguma coisa. talvez naquele momento as coisas fossem acontecer como Magnus queria. 
Talvez Alexander Lightwood não fosse partir seu coração." - Pág. 374




segunda-feira, 21 de maio de 2018

Resenha | Carta de Amor aos Mortos - Ava Dellaira





Autor: Ava Dellaira
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Avaliação:     


Tudo começa com uma atividade escolar: escrever uma carta para alguém que já morreu. Para Laurel essa tarefa não é algo fácil, já que recentemente perdeu sua melhor amiga, alguém que admirava e se espelhava, sua irmã mais velha May. Era uma lição para ser entregue, porém Laurel começa a escrever diversas cartas para artistas falecidos que representarão algo para May. Logo, as mesmas se tornam uma maneira de Laurel lidar com a perda de sua irmã e sua dor.

Ao iniciar essa leitura, tive a impressão de estar lendo um diário sem permissão. Laurel parece alguém solitária, com muitos segredos e muita dor em seu interior. Ela não está pronta para dividir com o mundo a sua volta seus sentimentos e quando recebe a tarefa de sua professora de inglês, ela encontra uma maneira de libertar suas emoções. Assim, cada carta tem um significado profundo, diz muito sobre o interior da personagem, conquistando pela simplicidade e intensidade. Apesar de ser ficção, a narrativa se trata de um assunto que poderia ser real, uma situação possível de ocorrer. O luto da personagem de Laurel expressa todo o misto de sensações de quando perdemos alguém querido em nossas vidas e nos sentimos sem chão. Não é fácil recomeçar, porém é preciso. 

A cada carta, é possível acompanhar o desenvolvimento de Laurel neste difícil recomeço. Tudo lembra May. Sua saudade é imensa, assim como sua vontade de consertar as coisas. Laurel se sente responsável e isso a faz amadurecer, porém também a machuca mais. Encontrar um sentido para os fatos tornasse seu principal objetivo, e se reconectar a May é um grande conforto nesta missão. 

Mesmo com uma narrativa leve, pois como disse acima lembra muito um diário, o livro também lida com assuntos sérios como suicídio, agressão e abuso sexual. Admito que o principal fator para eu ler esse livro foi o título, e fiquei bastante intrigada sobre o que esperar. Seria exatamente o que está no título ou teria muitas camadas escondidas a serem reveladas? Fiquei muito feliz em descobrir que possuía as duas coisas. 

Carta de Amor aos Mortos, fala de luto, dor, perda, mas também descreve como a força das pessoas que o amam e o respeitam podem ajudá-lo a enfrentar situações difíceis que precisam ser contadas para serem superadas. O primeiro passo precisa ser dado, porque apenas assim saberá o que vem a seguir. Então, se fosse definir em uma palavra este livro seria: Superação. É preciso amar, para construir e também é preciso amor para superar. #Recomendo.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Curiosidades | Minhas leituras de Abril



Abril, mês de baixas na leitura.


No mês de Abril iniciei duas leituras, porém finalizei apenas uma. Infelizmente tive pouquíssimo tempo para os livros, pois precisei dar uma atenção a mais aos estudos. Minha primeira leitura foi o livro "A Hospedeira", conclui 30% da leitura, mas novamente não finalizei. Com essa já era a quarta vez que tento lê-lo, porém não consigo ir até o fim. O livro é interessante, mas não gosto de forçar a leitura, estava sentindo que travei na leitura, então mais uma vez o abandonei. Espero conseguir finalizá-lo na próxima. Não evoluindo com "A Hospedeira", decidi ler algo de Sidney Sheldon, que tem o dom de deixar minha mente alerta para novos assuntos e deu super certo. O livro escolhido foi "A Outra Face", o terceiro livro do autor que leio, mais uma excelente obra. Então vamos lá?


Judd Stevens é um psicanalista que tem sua rotina modificada após a morte repentina de um de seus pacientes. A situação se agrava quando a recepcionista dele é morta cruelmente em seu local de trabalho, fazendo o psicanalista se tornar o principal suspeito de ambos os crimes. O livro cativa, envolve e traz personagens suspeitos que parecem ter dupla personalidade, faz o leitor participar da investigação junto com os policiais e buscar as pistas com Judd. Cada peça, vale muito, isso é super interessante e empolgante. Em cada livro, Sidney traz uma maneira nova de enxergar o crime e geralmente "o assassino" é revelado nas páginas finais, gerando o impacto já conhecido pelos fãs de Sheldon, mas em "A outra face" não se trata apenas de quem é o assassino e sim, de como você vê as provas e como toda a situação fantasma envolvendo Judd o faz mudar como pessoa ao longo da jornada. Até que ponto você conhece seu verdadeiro interior? Essa é a grande questão respondida ao final do livro. A luta contra o tempo e sobrevivência de Judd envolve, choca com seus crimes brutais, traz questões a serem refletidas sobre a complexidade da mente humana e ainda possui um final surpreendente. Enfim, Sidney Sheldon continua me conquistando.


Espero que tenham gostado da minha leitura de Abril.
Até o próximo mês, leitores!

Resenha | A Outra Face - Sidney Sheldon



Autor: Sidney Sheldon
Editora: Record
Páginas: 239
Avaliação:
      


Judd Stevens é um psicanalista bem sucedido que tem sua rotina modificada após a morte repentina de um de seus pacientes. Para polícia, Judd pode ter ligação direta com o caso, já que no momento fatídico, seu paciente tinha saído recentemente do consultório e usava a capa de chuva de Judd. A situação se agrava quando a recepcionista dele é morta cruelmente em seu local de trabalho, fazendo o psicanalista se tornar o principal suspeito de ambos os crimes. 

Apesar do protagonista ser alguém que analisa perfis, Judd leva seu próprio tempo para juntar as peças do quebra-cabeça. Não é uma tarefa fácil para ele já que a polícia acredita cada segundo menos em sua inocência e aparentemente junta provas que parecem incriminá-lo mais. É uma corrida contra o relógio, e essa adrenalina prende e cativa o leitor.

Por outro lado, Judd insisti em vários momentos que não entregará nenhum documento relacionado a seus pacientes, pois possuí um código de ética profissional a zelar, não ajudando na investigação. Este fato atrapalha o psicanalista, além de deixá-lo em saia justa por vezes. Mesmo que o motivo seja aceitável, mostrando que o personagem tem caráter e procura sempre fazer as coisas da maneira mais correta possível, também se torna algo irritante, já que não contribui para solução e evolução do caso ao qual ele mesmo está sendo acusado.

O livro cativa, envolve e traz personagens suspeitos que parecem ter dupla personalidade, faz o leitor participar da investigação junto com os policiais e buscar as pistas com Judd. Cada peça, cada degrau, vale muito, isso é super interessante e empolgante. Esse é o terceiro livro do autor que leio e cada livro, Sidney traz uma maneira nova de enxergar o crime. Geralmente "o assassino" é revelado nas páginas finais, gerando o impacto já conhecido pelos fãs de Sheldon, mas em "A outra face" não se trata apenas de quem é o assassino e sim, de como você vê as provas e como toda a situação fantasma envolvendo Judd o faz mudar como pessoa ao longo da jornada. Até que ponto você conhece seu verdadeiro interior? Essa é a grande questão respondida ao final do livro. 

A luta contra o tempo e sobrevivência de Judd envolve, choca com seus crimes brutais, traz questões a serem refletidas sobre a complexidade da mente humana e ainda possui um final surpreendente. Enfim, Sidney Sheldon continua me conquistando. #Recomendo


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Curiosidades | Minhas leituras de Março


Março, o mês de Mia Saunders.


Este foi um mês de leituras curtas, infelizmente não tive muito tempo e minhas leituras tiveram que ficar em segunda plano. Por essa razão escolhi duas leituras curtas da série "A Garota do Calendário" sendo os livros de Fevereiro e Março. Então vamos lá!


Ao ler Fevereiro tive a impressão que tudo se resumia apenas a sexo e nada mais. Alec precisava de Mia para pintar as suas telas, e contar a história de seus quadros, mas ela também parece ter um único pensamento constante, ficar com Alec após as pinturas, ou entre elas. Esse jogo de interesse pode ser até interessante em algumas páginas, mas na maioria delas ficou repetitivo. Por outro lado, um aspecto positivo foi Mia continuar a ter sentimentos por Wes, não criando nenhum vínculo amoroso com seu próximo cliente, como o primeiro livro deu a entender que seria. Mia manteve-se focada ao real significado da sua jornada, seu pai. E tudo isso graças ao francês e suas teorias sobre o amor que fizeram Mia amadurecer em um espaço curto de tempo. Então Fevereiro não foi um livro totalmente descartável por essa razão. Mas com certeza não é um dos meus favoritos da série até o momento. 


O livro de Março já é um dos meus favoritos dessa série. O terceiro livro aborda diversos temas, saindo do padrão e do aspecto previsível dos dois primeiros. Neste mês, Mia foi além do prazer, ela conquistou novas amizades, visitou sua melhor amiga, cuidou de seu pai e irmã, teve o primeiro contato direto com o agiota de feriu seu pai, o enfrentando e ainda reencontrou o apaixonante Wes. Foram acontecimentos importantes para a personagem, movimentando a estória, estabilizando o enredo principal e colocando a vida sexual de Mia em segundo plano. Mais momentos, menos sexo. Isso funcionou muito bem no livro do mês de Março.Poder ler sobre esses diferentes contextos, dá ao leitor uma nova perspectiva sobre o futuro da protagonista. Mia tem uma missão, mas sua jornada também trará muitos conhecimentos em relação as pessoas e sobre si mesma. Esse livro deixou isso claro. Não queria que este mês tivesse acabando. Espero que Mia reencontre seus amigos Tony e Hector um dia, pois com certeza a jovem marcou o romance dos dois.

Espero que tenham gostado das minhas leituras de Março.
Até o próximo mês, leitores!

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Resenha | A Garota do Calendário - Março - Audrey Carlan - Livro 3




Autor: Audrey Carlan
Editora: Verus Editora
Páginas: 144
Avaliação:
    


Após conviver o mês de fevereiro na companhia do excêntrico pintor francês Alec, a nova missão de Mia no mês de Março é ir para Chicago e se passar por noiva do empresário e boxeador Anthony Fasano, descendente de uma família muito tradicional italiana. Ao ver Tony, Mia se questiona sobre o real motivo de estar ali, já que ele é um homem de boa aparência, bem-sucedido e encantador. Mas logo Mia descobre que a farsa para a qual foi contratada, na verdade serve para esconder o maior segredo de seu cliente, Tony é gay e tem um companheiro à anos. A medida que o convívio de Mia com Tony e Hector aumenta, a situação acaba atrapalhando a intimidade do casal pela constante preocupação de enganar a família Fasano. O trio compreende que mais cedo ou mais tarde a mentira criada por Tony para permanecer no armário, terá que acabar e que o amor por mais duradouro, às vezes pode se tornar extremamente frágil quando as atitudes contribuem para o fim. 

O livro de Março já é um dos meus favoritos dessa série. O terceiro livro aborda diversos temas, saindo do padrão e do aspecto previsível dos dois primeiros. Neste mês, Mia foi além do prazer, ela conquistou novas amizades, visitou sua melhor amiga, cuidou de seu pai e irmã, teve o primeiro contato direto com o agiota de feriu seu pai, o enfrentando e ainda reencontrou o apaixonante Wes. Foram acontecimentos importantes para a personagem, movimentando a estória, estabilizando o enredo principal e colocando a vida sexual de Mia em segundo plano. Mais momentos, menos sexo. Isso funcionou muito bem no livro do mês de Março.

Além disso, tudo que envolveu Tony e Hector foi algo muito bonito de ler. Eles são completamente apaixonados um pelo outro, compartilham uma vida juntos as escondidas, mas Tony se vê obrigado a seguir padrões sociais por ser o único herdeiro homem de sua família, sentindo-se responsável por passar o nome Fasano com suas posses para a próxima geração. Porém o que Tony não percebe é que suas atitudes machucam Hector, colocando assim o amor deles à prova. Dessa maneira temos duas vidas paralelas que acabam se juntando por conta de seus problemas com seus familiares, isso faz com que Mia saia da sua bolha de problemas, se preocupando em ajudar pessoas a conseguirem algo mais importante que o dinheiro: a felicidade. 

Poder ler sobre esses diferentes contextos, dá ao leitor uma nova perspectiva sobre o futuro da protagonista. Mia tem uma missão, mas sua jornada também trará muitos conhecimentos em relação as pessoas e sobre si mesma. Esse livro deixou isso claro. Não queria que este mês tivesse acabando. Espero que Mia reencontre seus amigos Tony e Hector um dia, pois com certeza a jovem marcou o romance dos dois. 

Bom, que venha Abril!


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Cinebook | Com Amor, Simon! #56


Avaliação:      

ATENÇÃO: Este texto contém SPOILER!



Sou apaixonada por filmes adolescentes, e apesar de não ter lido o livro, fiquei curiosa para assistir "Com Amor, Simon". O filme que sugere algo romântico pelo seu título, também apresenta diversas questões sobre preconceito e desafios na adolescência.  Enfim tive um tempinho para assistir e aqui estou para contar as minhas opiniões a respeito do mesmo. Vamos lá?

Simon Spire é um adolescente de 17 anos muito centrado, inteligente e maduro para sua idade. Porém ele possui um grande segredo: Ele é gay. Simon tem uma vida comum com seus pais, amigos e sabe que essas pessoas ficariam ao seu lado caso se assumisse, mas Simon sente-se confuso entre o desejo de fazer algo ou manter sua vida como está. Porém ao iniciar uma troca de e-mail com alguém que usa o pseudônimo de Blue (também gay), que compreende seus medos e opiniões Simon acaba de apaixonando pelo anônimo da internet, o que torna tudo mais complicado, fazendo enfim ele tomar uma decisão em sua vida.

Que filme lindo e tocante!

Primeiro ponto que fez com que eu gostasse desse filme, foi o protagonista. Ele é alguém jovem que não possuí dúvidas sobre quem é. A maturidade e simplicidade com que Simon lida com as questões da vida cativa o telespectador. Ele é um rapaz que sempre está disposto a ouvir seus amigos e pessoas a sua volta, mas tem grande dificuldade de falar abertamente sobre sua sexualidade porque acredita ser um conceito errado a sociedade fazer alguém se “assumir” já que uma pessoa hétero não precisa chegar a sua família e fazer o mesmo. Tudo ao seu tempo, essa é a filosofia de Simon. No momento certo todos saberão. Porém não é bem assim que tudo acontece e seu mundo começa a desmoronar. 

Ver um contexto contemporâneo aonde uma pessoa com pais compreensivos, amigos amorosos, com uma opinião formada sobre quem realmente é, ainda se sente pressionado a assumir sua sexualidade sem ter escolha, sensibiliza. Tudo é muito intenso da adolescência, e o menor dos problemas se torna um grande desafio a ser superado quando somos jovens. No caso de Simon ele não está lidando com um problema e sim com seu eu interior que constantemente entra em conflito com a pessoa que ele escolheu mostrar ao mundo, fora do seu quarto. Se sentir dentro da caixa o tempo todo, o sufoca. E todos os seus sentimentos e emoções mostram esse conflito interior no filme. Quando Blue aparece em sua vida Simon sente que encontrou um porto seguro e assim tudo começa a mudar.


Um dos melhores momentos, foi ver Simon se libertar, após seu colega de escola que vinha o chantageando revelar a todos sua orientação. Após dizer com todas as letras que é gay para sua família Simon fala que ainda é ele mesmo e sua mãe em uma cena depois diz que nada mudou. Esse amor é comovente, pois em uma família diferente talvez o jovem não fosse acolhido pelos pais da mesma maneira. O apoio dos seus pais foi fundamental para enfrentar esse momento de sua vida. Finalmente Simon compreende que não há do que temer. Ele tem o direito de amar e ser feliz como qualquer outra pessoa. Outro momento também tocante é quando Simon grita inconformado com colega chantagista  que ele o tirou o direito de dizer quem ele era para as pessoas, no momento que estivesse pronto. É difícil não se colocar no lugar do personagem nessa cena, afinal seu colega lhe tira a liberdade de escolha, quando cada pessoa tem seu próprio livre arbítrio

O amor é um sentimento que sempre esteve na história da família de Simon e isso em parte contribui para que ele busque o mesmo depois de todos os obstáculos. Aposto que assim como eu, você também sorriu quando o personagem mandou a mensagem final para o anônimo com a dedicatória: Com, amor Simon. 


Afinal, todo mundo merece uma grande história de amor,certo? Ainda mais quando vem em uma cena romântica, em um parque de diversões, amigos torcendo para tudo dar certo e uma roda gigante brilhando ao anoitecer, não é mesmo?

Para quem curti filmes adolescentes, com assuntos reais sendo discutidos de maneira leve, direta e séria, com muitas cenas de amizade e uma pitadinha meiga de romance, vai amar Com, amor Simon. #FicaADica #Recomendo 

Confira Trailer abaixo: